terça-feira, 8 de julho de 2008

Morrem por ano 100.000 pessoas devido a reacções adversas de medicamentos


De acordo com o Institute of Medicine, National Academy Press, morrem todos os anos 100.000 pessoas devido a reacções adversas de medicamentos. Esta é também quarta causa de morte à frente de doenças pulmonares, diabetes mellitus, infecção pelo HIV e acidentes vasculares. Em doentes institucionalizados as reacções adversas representam cerca de 350.000 casos por ano. Só nos Estados Unidos associados a estes números estão 136 Biliões de Dólares gastos anualmente, o que representa um custo maior aos verificados com o tratamento das Doenças Cardiovasculares. Assim, é fácil perceber a necessidade de tornar os sistemas de dispensa de medicamentos e de análise da terapêutica, mais eficiente e seguro principalmente para os doentes institucionalizados.

Em Portugal existe uma população com mais de 65 anos e a ultrapassar em muito o número de jovens. Este é um grupo populacional polimedicado. Se pensarmos que 80% desses
indivíduos possuem medicação inapropriada, é fácil perceber que situações de sobremedicação, de aparecimento de reacções adversas e toma de doses sub-terapêuticas, constituem um perigo para a saúde destes indivíduos, como também promovem gastos com os cuidados de saúde que não seriam necessários.

Em 2002 o Brithish Medical Journal, publicou um estudo em que demonstrou que as reacções adversas a medicamentos eram responsáveis pela morte de 2925 pessoas por ano no Canadá e de 1100 em Inglaterra. Nesse mesmo estudo concluiu-se que os erros de medicação são responsáveis pela redução de confiança nos profissionais de saúde e também pelo aumento dos custos de tratamento individual, institucional e governamental.
Em Portugal ainda não foram realizados estudos, mas facilmente concluí-se que os idosos sofrerão dos mesmos problemas que a restante população mundial.
São estas preocupações que levam a que o medicamento seja analisado e conhecido pela sua ambivalência – Risco e Eficácia. É preciso valorizar a segurança do doente, uma vez que não basta dar o medicamento prescrito pelo médico, é preciso interpretar as prescrições para poder interferir no circuito do medicamento, minorando possíveis erros de terapêutica.

É assim que surge os Cuidados Farmacêuticos e o Seguimento Farmacoterapêutico. Uma actividade sinérgica com a actividade médica, procurando uma monitorização da terapêutica em tempo quase real, de forma a atingir mais facilmente os Outcomes definidos para um determinado doente. Tudo isto conduz, sem a mais pequena dúvida, a uma melhoria da qualidade de vida dos idosos polimedicados e a menores custos associados à terapêutica.

Em conclusão deixamos uma ideia: o tempo médio de internamento e os custos e mortalidade em idosos polimedicados que desenvolveram reacções adversas a medicamentos, são o dobro do que os verificados em idosos integrados em programas de Seguimento Farmacoterapêutico, e cujas patologias se encontram periodicamente monitorizadas(Classen DC et al. JAMA 1997;277:301-6).

São estes motivos que fazem a Farma360 uma empresa dedicada à Saúde dos Seniores.

2 comentários:

Anónimo disse...

Em primeiro lugar quero identificar-me como enfermeiro. Acho pertinente o tema, pois nos que lidamos com o utente sabemos da importância da vigilância das reacções adversas aos medicamentos, alias somos nos que que salvamos muitas vidas, ao contrario da industria farmaceutica que tendo como objectivo o lucro, oferece viagens etc aos medicos para que experimentem novos medicamentos e muitas das vezes o doente piora mas enfim o lucro e que interessa..Acho que toda a gente sabe do que tou a falar

Sem mais, Enfº Pedro

Anónimo disse...

Concordo como enfº Pedro, mas também não podemos generalizar,

Ass: Gerontólogo Hugo