A população residente em Portugal tem vindo a denotar um continuado envelhecimento demográfico, como resultado do declínio da fecundidade e do aumento da longevidade. A diminuição da fecundidade é responsável pelo envelhecimento ao nível da base da pirâmide etária, enquanto o aumento da longevidade contribui para um envelhecimento ao nível do topo da pirâmide. Em 2008, o índice de envelhecimento atingiu 115 idosos por cada 100 jovens, segundo dados das Estatísticas Demográficas do INE.
POPULAÇÃO IDOSA AUMENTA
Entre 2003 e 2008 e relativamente ao total da população, a proporção de jovens (com menos de 15 anos de idade) reduziu-se de 15,7% para 15,3%, em simultâneo com um aumento da proporção da população idosa (65 e mais anos de idade), de 16,8% para 17,6%. A conjugação de ambas as tendências consubstancia-se num continuado envelhecimento da população, tendo o índice de envelhecimento aumentado de 107 idosos por cada 100 jovens, em 2003, para 115 em 2008.
ALENTEJO COM MAIOR PERCENTAGEM DE IDOSOS
A nível regional, verificou-se que o Alentejo apresentava a menor percentagem de jovens (13,3%), em simultâneo com a maior percentagem de pessoas idosas (23,0%). Em contraste, a Região Autónoma dos Açores detinha a maior percentagem de jovens (18,8%) e a mais baixa percentagem de idosos (12,4%).
ÍNDICE DE DEPENDÊNCIA SOBE PARA 49,1
O índice de dependência total, ou seja, o número de jovens (indivíduos dos 0-14 anos) e de idosos (com 65 ou mais anos) em cada 100 indivíduos em idade activa (15- 64 anos), aumentou de 48,3 em 2003 para 49,1 em 2008. Este valor é o resultado de duas evoluções opostas: uma redução, ainda que ligeira, do índice de dependência de jovens de 23,3 para 22,8, em simultâneo com o aumento do índice de dependência de idosos de 24,9 para 26,3.
EM 2060 PROPORÇÃO DE IDOSOS SERÁ 32,3%
Até 2060, a percentagem de população jovem no total da população diminuirá dos actuais 15,3% para 11,9% e a proporção de idosos aumentará de 17,6% para 32,3%. Em resultado da esperada redução da percentagem de população jovem e do aumento da proporção de população idosa manter-se-á a tendência de envelhecimento demográfico, pelo que o índice de envelhecimento que em 2008 se situou em 115 idosos por cada 100 jovens poderá atingir, em 2060, um valor de 271 idosos por cada 100 jovens.
ESPERANÇA MÉDIA DE VIDA AUMENTA
Entre 2006 e 2008, homens e mulheres poderiam esperar viver em média até aos 75,49 anos e 81,74 anos, respectivamente, registando-se um ligeiro aumento face a 2005 - 2007 (75,18 anos e 81,57 anos, respectivamente). A esperança de vida aos 65 anos, para 2006 – 2008, atingiu 18,13 anos para ambos os sexos. Caso as condições de mortalidade permaneçam estáveis e coincidentes com as observadas no período 2006 – 2008, os homens de 65 anos de idade poderão esperar viver em média mais 16,25 anos e as mulheres mais 19,61 anos.
DOENÇAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO PRINCIPAL CAUSA DE MORTE
As doenças do aparelho circulatório, com particular incidência nas idades mais avançadas, constituíram em 2006 a principal causa de morte para homens e mulheres com mais de 65 anos de idade, representando, todavia, uma maior proporção de óbitos do sexo feminino (40,4%) comparativamente ao sexo masculino (31,8%).
MORTALIDADE MAIS ALTA EM DEZEMBRO
Em 2008, em média, faleceram por dia cerca de 285 indivíduos residentes em Portugal. Contudo, o número de óbitos flutua ao longo do ano e tende a atingir valores mais elevados nos meses de Inverno. O mês de Dezembro foi o de maior intensidade da mortalidade, com uma média diária de 369 óbitos, seguindo-se os meses de Janeiro e Fevereiro e com média diária de 327 e 319 óbitos, respectivamente. A análise do índice mensal de mortalidade, permite verificar que o excesso de mortalidade durante os meses de Inverno foi mais evidente entre os indivíduos mais idosos.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Dados do INE dão a conhecer que em 2008 existiam 115 idosos por cada 100 jovens
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Notícia - Mundo Sénior
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